Como se preparar para a consulta
- Exames: leve todos os exames cardiológicos que tiver, mesmo os antigos — a comparação ao longo do tempo é valiosa;
- Medicamentos: anote nome, dose e horário de tudo o que usa, incluindo anticoagulantes e suplementos;
- Histórico: cirurgias anteriores, alergias, doenças como diabetes, pressão alta, doenças renais ou pulmonares;
- Perguntas: escreva suas dúvidas antes — é comum esquecê-las durante a consulta;
- Acompanhante: um familiar ajuda a registrar as orientações.
Exames e avaliação
A avaliação cirúrgica combina a conversa clínica, o exame físico e exames complementares. Os mais comuns são:
- Ecocardiograma: avalia válvulas, força de contração e dimensões do coração;
- Cateterismo (cineangiocoronariografia): mostra obstruções nas artérias coronárias;
- Angiotomografia: detalha a aorta e, em alguns casos, as coronárias; ajuda a planejar o acesso minimamente invasivo;
- Exames de sangue, eletrocardiograma e avaliação pulmonar: fazem parte do risco cirúrgico.
Com o conjunto, o cirurgião define se há indicação de cirurgia, qual técnica é a mais segura e em que hospital o procedimento será realizado.
Pós-operatório e recuperação
Após a cirurgia, o paciente passa pela UTI cardiológica e depois segue para o quarto. Em casa, a recuperação é gradual:
- Caminhadas curtas e progressivas desde os primeiros dias, conforme orientação;
- Cuidados com a cicatriz: mantenha limpa e seca e observe sinais de infecção;
- Evite carregar peso e dirigir até a liberação da equipe;
- Use os medicamentos exatamente como prescritos;
- A reabilitação cardíaca supervisionada ajuda a retomar as atividades com segurança.
O acompanhamento é feito diretamente pelo Dr. Vlander e sua equipe. Veja detalhes de cada procedimento em Tratamentos.
Perguntas frequentes
Preciso de encaminhamento para a consulta com o cirurgião?
Não é obrigatório. Muitos pacientes chegam encaminhados pelo cardiologista, mas é possível agendar diretamente para avaliação ou segunda opinião. Confirme a regra do seu plano de saúde.
Posso levar um acompanhante?
Sim, e é recomendado. Um familiar ajuda a registrar as orientações e a participar das decisões sobre o tratamento.
Quando devo procurar o pronto-socorro após a cirurgia?
Diante de febre persistente, falta de ar progressiva, dor no peito diferente da dor da cicatriz, secreção ou vermelhidão na incisão, desmaio ou palpitações intensas. Na dúvida, entre em contato com a equipe ou procure atendimento de emergência.
É possível conversar com pacientes que já foram operados?
Sim. Para reduzir a ansiedade antes da cirurgia, o Dr. Vlander oferece a possibilidade de contato com ex-pacientes que passaram por procedimentos semelhantes e concordaram em compartilhar sua experiência.
Por que algumas cirurgias são feitas com o coração batendo e outras não?
Depende do procedimento, da anatomia e das condições do paciente. Na ponte de safena, por exemplo, é possível operar com o coração batendo em casos selecionados. Já em cirurgias dentro do coração, como as de válvula, a parada cardíaca controlada — com a circulação extracorpórea — oferece um campo estável e protegido. Não existe uma resposta única: a técnica deve servir ao paciente, e não o contrário.
Por que os infartos costumam aumentar no inverno?
No frio, os vasos sanguíneos se contraem, o que pode elevar a pressão arterial e aumentar o trabalho do coração. Infecções respiratórias e a redução da atividade física também contribuem. Quem tem doença cardíaca deve manter o tratamento em dia e procurar atendimento imediato diante de dor no peito.
Onde são realizadas as cirurgias?
Em hospitais de referência do Rio de Janeiro com estrutura de cirurgia cardíaca e UTI cardiológica. O hospital é definido junto com o paciente, considerando o caso e o plano de saúde.
Revisado por Dr. Vlander Gomes — CRM-RJ 52.66101-5 · RQE 12212. Última revisão: .
